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O Crescimento do Ceramista

Texto de Robin Hopper O desenvolvimento de uma expressão pessoal em qualquer tipo do fazer cerâmica é, geralmente, resultado de longa imersão na mecânica do ofício, ao lado de uma estrita visão seletiva dos estímulos que o mobilizam. Disciplina rigorosa fornece as habilidades necessárias para permitir a liberdade de expressão para que não fique aprisionado no "como" e possa preocupar-se com o "para que". É como o músico que pratica infinitas escalas e arpejos sem o que não pode fazer música. Se queremos "fazer música" em nossos trabalhos em cerâmica, a compreensão da forma, detalhes e variações são nosso equivalente ao treino musical com escalas e arpejos. Sem isto nossas composições são amorfas e frouxas. A própria disciplina pode ser uma forma de estímulo através do controle gradual que é adquirido através da experiência. Encoraja a segurança natural como os progressos de uma criança  da imobilidade à aquisição da capacidade de locomover-se, at...

O Ritmo do Ceramista

Texto de Robin Hopper Todos os organismos têm ritmo, quer seja o ciclo do nascimento até a morte, ou quaisquer movimentos ou batidas de coração, etc. Uma vez que a estrutura bem embasada do ceramista está estabelecida, este passa por uma série de ciclos de crescimento e florescimento os quais são também por sua vez, controlados por outros ritmos. São ciclos da natureza, a própria vida, ritmos biológicos pessoais, do trabalho - desde o preparo do próprio barro, a modelagem no torno ou por outros métodos, queimas, esmaltação, decoração, queima do esmalte e até, eventualmente a venda. Cada um tem seu próprio ritmo. Ser ceramista é, em parte, equilibrar o que é puramente prático com o que é puramente estético. De um lado nossas preocupações são: forma, função, técnica e sobrevivência econômica, que são constantes. Por outro lado: superfície, cor, visão e intenção, são variáveis. Muitos destes aspectos fluem do ritmo das várias fases do trabalho cada uma das quais desempenha papel...

O Ceramista em ação - O trabalho do ceramista

Texto de Robin Hopper - British Columbia, Canadá. Capítulo 1 As raízes são a parte da planta que permanece oculta. Fixando-se no solo retirando dele o alimento e armazenando-o. Raízes também é palavra que se refere aos nossos ancestrais, aquelels que vieram antes. Para muitos ceramistas ambos significados tem grande validade. Como artistas e artesãos, todos viemos de algum lugar e as múltiplas experiências que nos tocaram emocionalmente tornam-se parte da rede estrutural que nos leva a fazer o que fazemos, alimentando-a. Uma das primeiras coisas que nos devemos dar conta na rede estrutural de um ceramista é que fazer cerâmica utilitária é uma disciplina rigorosa que demanda esforços constantes e contínuos para que possa crescer e desnvolver-se. Há poucos atalhos. O desenvolvimento se dá através da vida; algumas vezes a largos passos; outras, com movimentos quase imperceptíveis. É, provavelmente, o mais frustante dos ofícios de arte, sendo uma combinação de arte e ciência, escult...

Museu Pablo Neruda

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Conheci um pouco da história de Pablo Neruda através do filme " O Carteiro e o Poeta". É um filme  muito bonito que mostra a época quando Neruda foi viver na Itália. Em 2009 fomos conhecer a casa dele no Chile - Isla Negra, que hoje se transformou num Museu. Pudemos ver a coleção de garrafas, a vista para o mar que o inspirava,  e o belo jardim. Do livro " A Rosa Separada" quando Neruda foi visitar a Ilha de Páscoa " Para a Ilha de Páscoa e as presenças parto, saciado de portas e ruas, buscando algo que ali não perdi. O mês de janeiro, seco, se parece com uma espiga: colhe do Chile sua luz amarela até que o mar a apague e eu parto outra vez, para regressar. Estátuas que a noite construiu e debulhou em círculo fechado para que não as visse senão o mar. (Viajei para recuperá-las  em meu domicílio desaparecido.) E aqui rodeado de presenças cinza, de brancura espacial, de movimento azul, água marinha, nuvens, pedra, recomeço as vidas...

Oficina de Idéias

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Fazendo Arte

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Oficina Transphormar

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Esta é a Oficina Transphormar, onde eu faço as minhas artes e também os meus consertos. Aqui posso trabalhar com madeira, papel, argila, com plantas, com fotografia. Muitas vezes fica todo revirado, pois enquanto criamos... apenas criamos. Não dá para gastar a energia em outra coisa. Mas quando uma série é concluída , tudo volta a ficar organizado.